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PANDEMIA

Levantamento da CDL aponta prejuízos de R$ 58 milhões no setor de bares com pandemia

12 de Abril de 2021 ás 10h 36min, por Julio Tabile
Foto por Julio Tabile

Os efeitos da Pandemia do Corona Vírus são devastadores para o comércio de serviços no ramo de alimentação. Em Sinop, o setor teve perda de faturamento, de aproximadamente R$ 85 milhões, no período pós Pandemia. O reflexo disso, é um prejuízo médio de R$ 7,1 milhões por mês.

O levantamento feito pela CDL e Centro de Informações Socioeconômicas – CISE/UNEMAT apurou dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Os dados foram encaminhados à secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico de Sinop, para que sejam analisados e, possivelmente pesem, na edição do próximo decreto.

Também foi estimado o impacto no segmento de bares e restaurantes em Mato Grosso.

Utilizando a estimativa da ABRASEL e considerando as de perda de faturamento de 50%, segundo os empresários do setor, chega-se à cifra de R$ 1,85 bilhões na redução no faturamento desde o início da pandemia para o segmento de bares e restaurantes no estado.

O setor de Alimentação Fora do Lar – AFL, representa um PIB, conforme a ABRASEL, de R$ 3,7 bilhões de reais em Mato Grosso. O segmento no país, representa 2,7% do PIB nacional.

Em Mato Grosso, segundo o último dado oficial disponível pelo IBGE, o PIB (2018) foi R$137,4 bilhões.

Devido a pandemia, as medidas de combate a COVID-19 impactaram diretamente. As restrições impostas, em alguns casos, inviabilizaram o funcionamento destas atividades. Soma-se a isso a imprevisibilidade das medidas restritivas e falta de programas de auxílio financeiro, que dificultou o planejamento operacional e econômico das empresas.

“É importante considerar que esse impacto negativo pode ser 3X maior, pois o setor de Alimentação Fora do Lar – AFL, tem impacto diretos em outras cadeias produtivas. O segmento possui capilaridade sobre importantes segmentos de prestadores de serviços, como motoristas de aplicativos, entregadores, fotógrafos, músicos, pequenos produtores, fornecedores atacadistas, servidos de buffet e outros”, explica Feliciano Azuaga, professor de economia e coordenador do CISE.

Sinop se consolida como a quarta economia do Estado e é um polo na prestação de serviços na região Norte.