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Saúde

‘Saúde não é favor, saúde é direito’, diz Adenilson

03 de Maio de 2019 ás 08h 36min, por Assessoria
Foto por Thiago Silva

Monopolizaram a maior parte da sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (29), levando debates contundentes ao Plenário. As discussões foram em torno de problemas que envolvem a precariedade do sistema de Saúde Pública em Sinop. Os protestos registravam a indignação dos vereadores diante de duas mortes seguidas de crianças por falta de UTI’s.

 

Diante das situações, o vereador Adenilson Rocha busca soluções para os problemas. “A saúde de Sinop está totalmente desamparada, temos um hospital regional que não funciona como deveria, tendo diversas dificuldades. Sinop tem apenas uma única UPA habilitada no nível 2, mas que recebe como nível 1, nela não pode ter internamentos e nem procedimentos. Precisamos que ela seja habilitada para nível 3, assim poderemos pelo menos realizar exames e alguns procedimentos que atualmente são realizados no Regional.  Saúde não é favor, saúde é direito”, diz Adenilson.

Atualmente a Upa deixa de receber aproximadamente R$ 450 mil/mês por falta da qualificação da Upa para nível 2. Para isso o município precisa fazer algumas adequações, como a instalação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Adenilson alerta ainda que a atenção básica precisa ser prioridade. “No sistema de saúde de vários países do mundo existe forte tendência de investimento na atenção básica. O fortalecimento deste nível de atenção é de fundamental importância para reorganização de sistemas de saúde em cidades que buscam promover o acesso igualitário aos serviços e o alcance de um ótimo nível de saúde a todas as classes sociais. Com a população cuidando da saúde básica nas UBS’s, automaticamente diminui doenças de alto risco, como enfarte, diabetes, hipertensão, entre outras”, comentou.

O Vereador defende ainda a construção de uma Policlínica e um Pronto Socorro Municipal.

Pronto Socorro:

“Indicamos a necessidade de construção e abertura de um Pronto Socorro Municipal, pois atualmente possuímos apenas uma Unidade de Pronto Atendimento, pois a Upa é destinada ao atendimento de ocorrências de baixa e média complexidade que não envolvam risco de morte ou de lesões irreversíveis, internamentos e cirurgias. Já o Pronto Socorro se destina ao atendimento a pacientes em estado de urgência ou emergência, com risco eminente de morte, pessoas acidentadas, com suspeita de infarto, derrames, apendicite, pneumonia, fraturas, entre outras complicações. Assim, o Pronto Socorro seria de grande importância para o município não ficar dependendo do Hospital Regional e do governo do estado para suprir as necessidades de   Urgência ou Emergência”.

Quando perguntado de local para construção, Adenilson tem uma sugestão peculiar. “Que seja usado o prédio da Câmara de Vereadores, assim a população poderia usufruir do prédio. Os vereadores que sejam remanejados para outro espaço. O local tem toda estrutura para alojar um Pronto Atendimento, pois é bem localizado, espaçoso, tem estacionamento e os gabinetes serviriam para internamentos”. 

Policlínica:

“Busquei apoio de deputados para construção de uma policlínica que vai atender os moradores da região do bairro São Cristóvão. Esta localidade está parcialmente descoberta pelo atendimento da saúde. Conseguimos uma emenda de R$ 4 milhões com o então deputado federal Nilson Leitão. Fizemos esta indicação à prefeita, pois infelizmente o atendimento é precário naquela região. A iniciativa visa também desafogar a UPA”.

Nossa cidade atende diversas cidades da região norte, como também o estado do Pará, com isso acaba superlotando em todo o processo, e para complicar, o nosso município não avançou nada na questão básica. “Precisamos que a prefeita entenda que é nossa gente que está morrendo, e que não podemos esperar ações do estado. Vamos arregaçar as mangas e construir um Pronto Socorro em nossa cidade ou assumir a gestão do Hospital Regional e municipalizá-lo, para que nós possamos cuidar do nosso povo”, finaliza Adenilson.