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Política

“Barbudo é um nome forte e extremamente viável”, diz deputado

22 de Abril de 2019 ás 07h 22min, por CAMILA RIBEIRO E DOUGLAS TRIELLI
Foto por Alair Ribeiro/MidiaNews

O deputado estadual Ulysses Moraes (DC) avaliou como “extremamente viável” uma possível candidatura do deputado federal Nelson Barbudo (PSL) ao Senado, caso ocorram novas eleições em Mato Grosso.

A possibilidade é aventada já que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) cassou, por unanimidade, o mandato da senadora Selma Arruda (PSL), por abuso de poder econômico e prática de caixa 2, e determinou realização de novo pleito eleitoral.

Após a cassação - que ainda será apreciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – vários nomes começaram a circular nos bastidores, incluindo o de Barbudo, que é do mesmo partido de Selma e foi o deputado federal mais votado por Mato Grosso.

“O Nelson se mostrou um candidato a deputado federal muito forte. O nome dele é extremamente viável a uma candidatura ao Senado, tem uma envergadura muito grande”, disse o deputado Ulysses Moraes, que é bastante próximo ao parlamentar.

Questionado se apoiaria a eventual candidatura de Barbudo, Ulysses afirmou: “Cabe conversar, ver qual a linha ideológica que ele irá trabalhar. Mas hoje, dentre os nomes postos, o nome dele é muito forte”.

Apesar das declarações, o deputado preferiu não tecer comentários a respeito da decisão do TRE.

Segundo ele, não lhe cabe fazer qualquer tipo de análise do julgamento, em razão de desconhecer o processo.

“Desconheço o processo, então seria muito irresponsável da minha parte fazer qualquer ponderação sem conhecer o processo”, disse.

Cassação

O Tribunal Regional de Mato Grosso cassou o mandato da congressista e de sua chapa por abuso do poder econômico e caixa 2 na campanha eleitoral de 2018.

Selma Arruda continua no cargo até que o caso seja julgado em definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral. 

Os sete juízes eleitorais do TRE acataram os argumentos da acusação, que apontaram abuso do poder econômico e caixa 2 durante a campanha eleitoral.

Além da cassação e de nova eleição, os magistrados ainda determinaram a inelegibilidade de Selma e de seu suplente Gilberto Possamai por 8 anos.

A medida não se aplica à segunda suplente da chapa, Clerie Fabiana Mendes (PSL), pois, conforme o relator, não ficou comprovada sua participação nas irregularidades.