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DENUNCIADO PELO MPE

"Não me preocupa nem um pouco; acho até que será divertido"

07 de Abril de 2021 ás 15h 33min, por CÍNTIA BORGES
Foto por MidiaNews

O delegado da Polícia Civil Flávio Stringueta fez duras críticas ao Ministério Público do Estado após a proposição de uma denúncia por calúnia, difamação e injúria em seu desfavor. Stringueta afirmou sentir “pena” dos membros do órgão.

A denúncia foi ingressada pelo promotor de Justiça Marcos Regenold na terça-feira (6) após o delegado escrever um artigo de opinião no qual dizia não existir "instituição mais imoral que o MPE-MT".

Stringueta revelou que a denúncia já era esperada por ele e acredita que o processo será “divertido”.

“Não me preocupa nem um pouco. Acho até que será divertido. Isso era o pretendido. No próprio artigo eu menciono que gostaria de ser processado para provar o que eu estava dizendo. Tudo será esclarecido na ação proposta”, disse o delegado.

“Quando me atacam, não se defendem. Só me atacam. Espero apenas que se defendam e voltem atrás com suas imoralidades reconhecidas pela sociedade de bem”, completou.

Segundo o delegado, após a publicação do artigo em diversos meios de comunicação, a opinião pública se manifestou em peso a seu favor – esta, ignorada pelo MPE.

Ele também questiona o fato que a denúncia não responder as crítica feitas em relação a aquisição de 400 smartphones de alto padrão pela instituição por R$ 2,2 milhões. 

“Por que não se sentiram ofendidos quanto aos smartphones que receberão imoralmente em plena pandemia, enquanto milhões de pessoas passam fome por terem perdido empregos, fechado lojas, perdido parentes, cujo dinheiro ajudaria todos eles e muito mais?”, questionou.

“Não há muito o que dizer desses senhores a não ser pena. Enquanto a opinião pública em peso apoiou o que escrevi, eles sentem que suas honras são mais importantes do que ela (opinião pública). Um tapa na cara da sociedade. Mais vale uma ilegalidade moral do que uma legalidade imoral”, emendou.

Pretensão política

Na denúncia, Regenold sugeriu que as críticas realizadas pelo delegado precedem uma possível candidatura política nas eleições de 2022. Stringueta nega.

“Eu não tenho pretensão política. Mesmo se tivesse, este não deve ser o momento para me promover politicamente. E, ainda, mesmo se tivesse, não muda nada o contexto das imoralidades que revelei e que foram aplaudidas pela sociedade de bem”, afirmou.