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Variedades
14/01/2018 - 19:45h
Após bullying, Jojo Todynho vira musa da folia grã-fina e celebra hit
Foto por: DIVULGAÇÃO
Fonte: EXTRA

Jordana Gleise de Jesus Menezes não é uma gata boralheira dos contos de fada, mas foi como num passe de mágica que se tornou Cinderela. Às avessas, a bem da verdade, mas ainda assim uma heroína. Por conta dos seios fartos (ela tem pelo menos 1,2 kg em cada um e usa sutiã 58!), a menina que chamava atenção por onde passava, virou chacota num grupo de cirurgia plástica no “zap zap”. “

 

Uma pessoa pegou minha foto, jogou no grupo e começou a discussão se meu peito era verdadeiro”, conta: “Fiz um vídeo sobre amor próprio, só umas dez pessoas viram. Acordei com mais de cem seguidores e 2 mil visualizações. Quase morri”.

 

Jordanna agora é Jojo Todynho. Em uma semana conseguiu mais de 8 milhões de visualizações com o funk “Que tiro foi esse?”, sério candidato a hit do verão. Em fevereiro, a peituda de Bangu será musa do Baile da Vogue, destaque da Beija Flor e vai cantar no trio de Anitta e Claudia Leitte em Salvador. “E de pensar que saí do setor 1”, compara Jojô, se referindo à arquibancada mais popular da Sapucaí.

 

O tiro da vizinha invejosa saiu pela culatra e fez Jojo se tornar musa das redes aos 20 anos e despertar o interesse de gente como Anitta. “Eu conheci o trabalho da Jojo na internet, nos vídeos que ela fazia. Chamei para participar do meu clipe porque admiro o bom humor, o alto astral e a humildade dela! Desejo todo o sucesso do mundo”, elogia a Poderosa.

 

Em menos de um ano, a vida de Jojo mudou totalmente. Ela saiu de Bangu, onde nasceu e foi empoderada, alugou um conjugado na Lapa, mas fez questão de reformar a casa da avó no antigo bairro. “As pessoas adoram falar. Então, a primeira coisa era melhorar a casa da minha família. Estou fazendo porque quero e agora posso. E daqui a pouco compro uma casa lá perto”, justifica.

 

Precoce, mas careta

Reprodução

JOJO TODYNHO

 

Jojo não é de esbanjar. Com a fama, passou a ganhar muita coisa. No atual conjugado, proliferam caixas de um fabricante de pinga. Perucas, pochetes, roupas. Tudo chega de graça. Do cachê dos shows, (por volta de R$ 5 mil), metade vai para a poupança. Ela quer poder dar um futuro melhor para Matheus, o irmão caçula. Numa conversa com a tia ao telefone, ela avisa: “Quero o Matheus no exército. Quero que ele aprenda o que é disciplina”.

 

Estranhou? A personagem Jojo é desbocada, liberta, afrontosa. A Jordana, no fundo, é uma garota com princípios muito rígidos. “Tudo o que já fiz de certo e errado foi porque eu quis fazer. Tomei um porre ainda adolescente. Achei feio. Bebo, mas não fico loucona. Mas precisava passar por aquilo para saber se era bom ou não”, explica ela, que jura jamais ter experimentado drogas na vida: “Tenho pavor! Não me ofereça, não use perto de mim. O que gosto é de charuto. Me sinto a poderosa chefona!”.

 

O primeiro beijo foi aos 12. A primeira transa aos 13. Sexo para ela, porém, tem que ter envolvimento. Jojo se orgulha até de ser um pouco careta. Fruto da criação mãos de ferro da tia Ana Cristina Menezes do Prado Motta: “Ela era indomável. Na adolescência a gente perdeu o controle. Tudo o que está acontecendo hoje não é uma surpresa, porque ela sempre foi assim, ela queria ser artista”, conta a nutricionista: “Tenho orgulho dela”.

 

Morte do pai: insuperável

 

O jeitão destemido, a autoestima lá em cima, o olhar cheio de si, Jojo construiu pela necessidade. A maior cicatriz vem da morte do pai. Algo insuperável. “Vi meu pai ser assassinado da janela da minha casa. Parecia cena de faroeste”, recorda, sem fazer drama: “Infelizmente, ele fez uma escolha errada na vida”.

 

O pai dizia sempre que ela era linda. Jordana acreditou até o dia em que seu cabelo foi chamado de pixaim. “Queria ser branca e loira do olho verde. Minha tia disse: ‘Jamais deixem que te diminuam’. Levo isso para a vida”, avisa ela: “Não sou obrigada a nada. Não me interessa agradar os outros. Eu quero agradar a mim mesma”.

 

“Não fica na porta atrapalhando o fluxo”

 

Diminuir mesmo ela só quer o manequim. Acostumada a usar 46, viu as roupas saltarem para o 50. “Acho que as pessoas devem ser quem elas quiserem, se aceitar como são. Eu quero voltar ao manequim de antes porque me sinto melhor”, diz ela, que nunca viu no corpo roliço um impedimento para a conquista: “Sempre tive os homens que eu quis. E se não me quiser, não fica na porta atrapalhando o fluxo”.

 

Agora, no entanto, ela não está mais disponível no mercado. Está, digamos, com um “fiel”. E já avisa que pensa em casamento. “Vou casar com uma pantalona creme, um body decotadão, marcha nupcial e no meio um pagodão para eu ir sambando até o altar. Lá vai ter um pastor. Minha avó é evangélica e ela merece que eu me case direitinho”, descreve. Aos 30 anos quer ter uma filha: “Vou ensinar a ela que ela tem que lutar por ela, que nunca deve abaixar a cabeça para ninguém”.



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