Bem vindo ao Visão Notícias - 11 de Dezembro de 2018 - 15:38
Saúde
15/11/2018 - 12:40h
No teto do preço, empresa paulista tem a melhor proposta para UPA
Fonte: Jamerson Miléski - GC Notícias

Apenas 3 empresas apresentaram propostas para a chamada pública 012/2018, realizada pela prefeitura de Sinop. O certame tinha como objeto a gestão plena da UPA 24h e mais 5 unidades de saúde, pelo período de 5 anos – em um contrato que corresponderia a R$ 118 milhões.

Apenas 3 instituições qualificadas como OSS (Organizações Sociais de Saúde), apresentaram propostas. Uma delas, o IBDAH (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar), não atingiu a pontuação mínima e foi desclassificada.

A OSS com melhor pontuação foi também a mais “cara”. Com uma oferta perto do teto estabelecido pela secretaria de saúde, o ISSRV (Instituto Social Saúde Resgate a Vida), fez 96,5 pontos na licitação, em um total de 100. A proposta da empresa tem um valor mensal de R$ 1.979.818,00.

O ISSRV foi fundado no ano de 2006, no município de Cotia (SP). O Instituto atua principalmente no interior paulista, especialmente em Osasco, onde administra duas UPA’s e o Hospital Municipal Antônio Giglio – em um contrato que ultrapassa R$ 130 milhões por ano. O ISSRV foi denunciado pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) por fraudes trabalhistas em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Miracatu – cidades do interior paulista. O Hospital Antônio Giglio, gerido pelo ISSRV desde 2017, no entanto, tem boa avaliação.

A segunda empresa qualificada no processo licitatório foi o GAMP (Grupo de Apoio a Medicina Preventiva e à Saúde Pública). Essa OSS fez 76,5 e apresentou uma proposta financeira de R$ 1.937.759,37 por mês – uma diferença mensal de R$ 42 mil que ao longo do contrato corresponderia a R$ 2,5 milhões.

O GAMP tem sua sede em São Paulo capital. Essa OSS existe desde 2006, com filiais em Florianópolis (SC), Manaus (AM), Recife (PE) e Canoas (RS). No Rio Grande do Sul a Gamp possui um contrato de 5 anos, no valor de R$ 1 bilhão, para que faça a administração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e dois hospitais: o Universitário e o Hospital Pronto Socorro (HPS). Esse contrato está sendo auditado pela prefeitura de Canoas desde março de 2018.

Com as empresas devidamente qualificadas, a secretária de saúde de Sinop aguarda agora o prazo de recurso, que encerra na próxima quinta-feira.

Atualmente a Adesco administra integralmente a UPA de Sinop e cede profissionais para outras unidades de saúde pública do município. Desde 2017, a gestão da prefeita Rosana Martinelli (PR), tenta encerrar o contrato, substituindo a Oscip por uma OSS (Organização Social de Saúde) – em uma modelo de gestão similar ao que o Estado utiliza com o Hospital Regional de Sinop.

Enfrentando uma das piores crises desde que a UPA foi inaugurada – gerada pela inoperância do Hospital Regional - a Adesco deixará a gestão da unidade no dia 30 de novembro. Cerca de 250 profissionais da saúde serão desligados.

Em seu lugar assumirá a OSS que sagrar-se como vencedora dessa licitação. A empresa contratada pela prefeitura receberá ao longo de 5 anos R$ 118 milhões, para administra a UPA 24horas, o Pronto Atendimento do Menino Jesus, o Núcleo de Apoio da Saúde da Família e mais 5 postos de saúde.


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