Bem vindo ao Visão Notícias - 16 de Novembro de 2018 - 13:38
Saúde
02/11/2018 - 06:00h
Pacientes vão para frente do Hospital pedir por cirurgias
Fonte: Jamerson Miléski - GC Notícias

Um grupo de 10 pacientes que estavam internados na UPA 24h de Sinop, aguardando por cirurgias, pediram alta e foram protestar na frente do Hospital Regional. São pacientes que sofreram fraturas, foram encaminhados para a UPA, onde receberam os primeiros atendimentos e estavam na unidade aguardando a transferência para o Hospital, onde são realizadas as cirurgias de ortopedia. Alguns estavam internados na UPA há mais de 30 dias, sem previsão de uma vaga no Regional.

Segundo o secretário adjunto de saúde do município de Sinop, Gerson Danzer, os pacientes deixaram a UPA com “alta a pedido”, quando o paciente sem risco eminente de morte solicita sua saída da internação. “A UPA não tem condições de realizar cirurgias ortopédicas. A unidade mantém os pacientes internados, medicados, e busca, através da central de regulação, a transferência dos mesmos para o Hospital Regional, que é a parte competente para esse tipo de procedimento”, afirma o secretário.

Em entrevista ao GC Notícias, Danzer disse que mesmo através da central de regulação, o Hospital Regional tem se negado a receber os pacientes, alegando superlotação. Em alguns casos mais urgentes, pacientes foram conduzidos para outros hospitais públicos do Estado. “Tecnicamente, o hospital regional de Sinop está lotado”, comentou o secretário.

Na prática, a administração do Hospital Regional de Sinop pode estar mantendo pacientes por mais tempo do que deveria. Na reunião da CIR (Comissão Intergestores Regional), realizada no mês de setembro, foi apresentada uma denúncia nesse sentido para os fiscais do contrato firmado com o Instituto Gerir, responsável pela gestão do Regional. O relatório, que será destinando ao Ministério Público, questiona a eficiência dos 70 leitos do Hospital Regional e a taxa de resolução.

Ao GC Notícias o Instituto Gerir informou que no último trimestre atendeu 800 pacientes encaminhados pela UPA. No entanto, no mês de outubro, realizou 129 procedimentos cirúrgicos no total – uma média de 4,3 por dia. “Considerando toda dificuldade econômica financeira resultante da não disponibilização de repasses, inevitavelmente houve redução na capacidade operacional da unidade na segunda quinzena do mês de outubro, comprometendo também o recebimento de pacientes provenientes da UPA”, admite o Gerir em nota.

Sobre os pacientes protestando na frente do Hospital, o Gerir lamentou o ocorrido, afirmando que caberia a Central de Regulação encaminhar esses pacientes para outras unidades de referência e não forçar atendimento no Hospital Regional de Sinop.

 

Problemas financeiros

Os profissionais do Hospital ainda não receberam o salário referente ao mês de setembro. O Estado ainda não fez o repasse referente ao custeio da unidade e a última informação da Secretaria Estadual de Saúde é de que o processo aguardava a liberação da Secretaria de Fazenda. Ou seja, a transmissão do dinheiro para que a conta fosse paga.

Também em nota o Instituto Gerir afirmou que, assim que for liberado o pagamento da 4° parcela, no valor de R$ 4,2 milhões, do Contrato de Gestão Emergencial 001/SES/MT/2018, regularizará os pagamentos de grupos médicos, funcionários, assim como o reabastecimento total da unidade, normalizando os processos. “Em relação à paralisação de funcionários, informamos que apenas os médicos estão com atendimentos eletivos limitados, o restante da equipe permanece atendendo normalmente”, informou o Instituto.


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