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Saúde
21/05/2018 - 09:58h
Mato Grosso está abaixo da média nacional no número de leitos e acima no de mortalidade infantil
Mato Grosso é de 2,5 por mil habitantes, enquanto a nacional é 3,0 de leitos.
Fonte: olharditeto

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a média de leitos hospitalares em Mato Grosso é de 2,5 por mil habitantes, enquanto a nacional é 3,0. A SES ainda afirmou que o índice de mortalidade infantil, apesar de ter diminuído, ainda está maior que a média nacional. Enquanto a média do Brasil é 10, a de Mato Grosso é 12,42. 

Os dados foram passados durante a apresentação do desempenho das metas físicas da pasta, referente ao segundo semestre de 2017, na manhã da última terça-feira (15), na Assembleia Legislativa. 

O desempenho foi apresentado à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), presidida pelo deputado Wilson Santos (PSDB). O parlamentar lamentou a ausência de outros membros e a baixa participação da sociedade na audiência da CFAEO. 

“Esse é um evento que deveria encher um estádio. As pessoas deveriam se interessar mais pelas prestações das contas públicas. É aqui a oportunidade para o cidadão acompanhar e fiscalizar como os recursos públicos são aplicados”, afirmou. 

A secretária executiva da SES, Fátima Ticianel, coordenou a equipe que fez a apresentação do relatório. Ela destacou que, mesmo com tantas dificuldades herdadas pela administração anterior, a equipe tem conseguido fazer avanços para oferecer uma saúde pública de qualidade e em tempo adequado para a população. 

A evolução positiva em indicadores importantes demonstra esse avanço. É o caso da mortalidade infantil que de 13,8 em 2016, caiu para 12,42 a cada mil nascimentos, em 2017, chegando muito próximo do parâmetro nacional que é de 10. E do aumento na disponibilização de leitos hospitalares com a criação de 200 novas vagas na atual gestão. Hoje Mato Grosso tem 2,5 leitos a cada mil habitantes, e está muito próximo da média nacional, que é de 3. 

As principais dificuldades apontadas são a escassez de vagas de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), que hoje o estado dispõe de apenas 529, e a farmácias de alto custo - que atualmente têm uma despesa de 4 milhões ao mês, sendo que a União contribui apenas com 700 mil reais. 

Segundo a secretária-adjunta de Finanças, Florinda Lopes, a crise econômica nacional, agravada pela baixa arrecadação, e a folha de pagamento inchada são fatores que pesam para o Estado não conseguir aumentar os investimentos na área. Segundo Florinda, em 2017 foram destinados mais de 700 milhões para saúde, sendo que 270 milhões estão sendo pagos este ano. 

Ela destacou ainda que diante da situação o repasse para os hospitais, as despesas para atendimento de alta complexidade e atendimento de UTI foram estabelecidas como prioridades no recebimento de recursos. 

O secretário executivo da Secretaria de Planejamento (Seplan), Anildo Correa, afirmou que o governo tem feito um esforço grande para melhorar a situação. Destacou as cirurgias oftalmológicas como um das grandes ações que atingiram diversos municípios com a Caravana da Transformação. Segundo ele, foram mais 91 mil pessoas atendidas e mais de 22 mil cirurgias realizadas. 

O presidente da CFAEO afirmou que os números apresentados hoje vão ajudar na melhor aplicação do recurso que o Estado espera arrecadar com o Fundo de Estabilização Fiscal (Projeto de Lei nº 146/2018), previsto para entrar em vigor ainda este ano. 

A apresentação da Secretaria de Estado de Saúde estava prevista para acontecer em conjunto com outras secretarias, em 20 de fevereiro. Devido ao tempo utilizado pelas outras pastas para a apresentação dos dados, o encontro foi reagendado para hoje. A determinação atende ao artigo 101 da LDO de 2018.


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