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Saúde
13/01/2018 - 21:39h
Direção diz que Hospital Regional não poderia atender a criança
Fonte: Jamerson Miléski - GC Notícias

Na tarde de ontem, sexta-feira (12), o GC Notícias publicou o caso de uma menina de 3 anos que morreu, dentro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em Sinop, dois dias depois de dar entrada na unidade. A direção da UPA informou que solicitou um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), aos gestores do Hospital Regional de Sinop, mas o pedido acabou sendo negado.

Segundo o Instituto Gerir, que administra o Hospital Regional, a estrutura não poderia receber a paciente. Em nota encaminhada ao GC Notícias na manhã desta sábado, a assessoria do Instituto informou que o Hospital não possui UTI Pediátrica, “portanto não poderia receber a paciente”.

O Hospital Regional chegou a ter UTI Pediátricas. Em junho de 2015, quando a unidade estava sob intervenção, o governador Pedro Taques (PSDB), inaugurou 10 leitos de UTI infantil, que poderiam ter sido utilizados nesse caso da paciente morta de 3 anos. O serviço inaugurado pelo Estado era 100% terceirizado, com os equipamentos pertencentes a empresa privada, que prestava o serviço. Os leitos foram desmobilizados quando a Fundação Santo Antônio retomou a gestão do Hospital e não fazem parte do contrato emergencial estabelecido entre o Estado e o Instituto Gerir.

Em sua nota, o Instituto Gerir afirmou ainda que a solicitação da internação não foi feita através da Central de Regulação, como deveria ocorrer. “A equipe do Hospital Regional de Sinop sente muito pela perda de uma criança de forma tão súbita e se solidariza com o sofrimento da família”, finaliza a nota.

A menina de 3 anos deu entrada na UPA na quarta-feira (10), com crise convulsiva e 39º graus de febre. De acordo com a Prefeitura de Sinop, com a piora do quadro clínico, houve solicitação de transferência para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional, no entanto, o pedido foi negado por telefone.

Após dar entrada na UPA, a criança sofreu infecção com pneumonia e crises convulsivas em intervalos mais curtos. O óbito ocorreu as 11h de sexta-feira.

Estado se posiciona

Após a ampla repercussão do caso, a secretaria estadual de saúde encaminhou para o GC Notícias uma nota, informando sua posição.

Segue na integra:

Com relação à paciente Laura Beatriz Arouche Dias, o Estado tomou todas as providências cabíveis, inclusive colocando à disposição o serviço de UTI Aérea para a transferência.

Laura deu entrada na UPA em Sinop com um quadro de crise convulsiva “tônico clônica”. Na quinta-feira às 12h53 foi solicitado via regulação de urgência e emergência  à transferência de Laura para Cuiabá para tratamento de doença respiratória com pedido de UTI. Na manhã de sexta-feira, à informação disponível na regulação é que houve “piora do quadro geral” de Laura.

Das 9h em diante por diversas vezes o médico regulador tentou entrar em contato com a assistência da menina para atualizar seu quadro clínico e verificar se havia condições de ela ser transportada pela UTI aérea. Em nenhum momento das tentativas houve uma resposta. E segundo a Regulação Estadual pelo menos até o final da tarde de sexta-feira não havia chegado nenhuma informação, ou seja, não havia a comunicação que houve o óbito da paciente.


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