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Saúde
05/01/2018 - 06:20h
Estado nega dívida e culpa Fundação de Saúde por crise política no PSDB
Foto por: Olhar Direto
Fonte: Luciano André

Desde que assumiu, como interventor [de novembro/2014 à janeiro/2016], o Hospital Regional de Sinop (HRS), o Governo do Estado vem causando grandes transtornos à saúde pública local e regional. Omisso com os repasses financeiros (dívida que ultrapassa os R$28 milhões) agora, culpa a Fundação pelo rompimento político entre governador Pedro Taques e deputado Federal Nilson Leitão, ambos PSDB.

A Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, por sua vez, nega qualquer envolvimento político e aponta a naturalidade de buscar autoridades políticas na ajuda e questionamento de problemas que envolvem a saúde pública da cidade e da região.

"Buscamos a Prefeitura pois sabíamos que esse problema poderia estrangular a UPA do município, como está acontecendo. Buscamos, também, intervenção de deputados estaduais e, é claro, do Leitão por ser, à época, da base aliada do governador, por ser filho de Sinop e ter ter sido prefeito por oito anos, o que o credencia para conhecer com propriedade o problema da falta de repasse para manter a saúde em funcionamento", rebate o conselho diretor da Fundação alegando, ainda, que o secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, nunca atendeu nenhum dos diretores da Fundação para tratar do assunto.

O conselho diz que o embate para receber os recursos financeiros devidos passou a ser judicial. Não há mais deputados pedindo para que o Governo olhe com carinho para a saúde pública de Sinop. Agora há o juiz pedindo bloqueio de contas e dando liminar favorável ao pagamento", diz referindo-se à decisão do juiz da 6ª Vara Civil da Fazenda Pública de Sinop, Mirko Vicenzo Goannotte, em bloquear as contas do Estado [R$13 milhões dos R$28,7 devidos] para garantir o pagamento dos servidores do Hospital Regional de Sinop (HRS), no último dia 14 de dezembro do ano passado.

Além da omissão, o conselho aponta manipulação dos dados e diz que as falsas acusações do secretário de Saúde terão que ser provadas judicialmente, haja vista o ofício encaminhado pela própria SES pedindo a redução de metas por parte da Fundação, ainda no ano de 2016. "Nós temos ofício (OFÍCIO N. 041/2016/GBSASS/SES-MT) assinado pelo secretário de Estado de Saúde, em novembro de 2016, nos ditando que os atendimentos de urgência e emergência deveriam ser mantidos apenas para pacientes encaminhados da UPA, do Corpo de Bombeiros e da Rota do Oeste.

"Se tem alguém que deve é o Governo para a Fundação e não ao contrário. O Governo tem, inclusive, uma dívida moral e ética com os antigos colaboradores do Hospital Regional de Sinop pois, enquanto esteve como interventor da unidade hospitalar deixou de recolher o FGTS de 495 pais de família. São 495 calotes praticados por vários meses seguidos", aponta o conselho.

O conselho diretor da Fundação de Saúde Comunitária de Sinop lembra que o abandono do Estado com a saúde pública afetou, não só o Hospital Regional de Sinop, como o de Colíder, Sorriso e o de Rondonópolis. Causando, ainda, a suspensão dos serviços de oncologia e obstetrícia realizados, através do SUS, pelo Hospital Santo Antônio de Sinop. Foram, pelo menos, seis partos diários e 200 mensais que, por um momento, ficaram desassistidos. A possibilidade de paralisação é por conta dos seis meses de atraso nos repasses financeiros. O último pagamento foi realizado em junho de 2017.


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