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Saúde
06/09/2017 - 06:10h
Família faz ato para reivindicar Home Care a bebê com microcefalia em Cuiabá
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Fonte: RD News

Internada há três meses no Pronto-Socorro de Cuiabá, a pequena Roberta Valentina Galvão, de oito meses, diagnosticada com microcefalia e malformação traqueal, precisa de uma casa adaptada para recebê-la. A 5ª Vara da Fazenda de Mato Grosso havia determinado há dois meses que a criança recebesse tratamento na residência, por meio de Home Care. Contudo, somente nesta terça (5), o Estado concedeu o atendimento domiciliar.

Gilberto Leite

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Vanessa Vieira diz que teme pela vida da filha Roberta Valentina, internada há 8 meses

O fato ocorreu após familiares e amigos da bebê se reunirem nesta tarde em frente à secretaria estadual de Saúde (SES), para reivindicar a liberação do equipamento. Nestes dois meses de espera, Valentina já contraiu quatro infecções.

O ato foi organizado pela Associação das famílias Unidas pelo Amor das Crianças com Microcefalia do Estado, que conta com 50 mães que compartilham a mesma história. Segundo Vanessa Vieira, de 34 anos, mãe da bebê, o caso é raro, tanto que é estudado pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Desempregada, a jovem conta que na primeira gestação foi infectada pelo Zyca Vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti.

Em decorrência disso, a primeira filha de apenas dois anos, Maria Luiza, foi diagnosticada com microcefalia e estrabismo. Segundo a mãe, a pequena surpreendeu a medicina. “Ela está andando e falando. Além disso, é extremamente inteligente, só que ela é hiperativa.” No entanto, Vanessa ainda não conseguiu matricular Maria em uma creche pública por falta de vagas e por não ter dinheiro para pagar uma particular.

“O caso da Roberta Valentina é raro. Os médicos disseram que era impossível ela nascer com microcefalia, mas nasceu com malformação traqueal e tiveram que fazer traqueostomia para ela poder respirar. Devido essa malformação, ela não tem previsão de conseguir retirar a traqueostomia. A gente conseguiu na Justiça ter uma Home Care. Estamos desesperados. Há dois meses conseguimos a liberação e precisamos tirar nossa filha desse lugar (pronto-socorro)", disse a mãe, antes de ter a notícia da SES.

Aos prantos, teme perder a filha. “É urgente o caso dela. A cada dia que passa ela corre risco de morrer. Eu já ouvi no pronto-socorro que está virando rotina minha filha ter parada respiratória”.

Vanessa reforça que o caso de Valentina é raro. Conta que o vírus foi detectado até o quinto mês, pois estava ativo no organismo da menina. “Ela já teve várias sequelas que ainda nem eu sei, porque os exames estão em Recife e São Paulo. Estou indignada com isso, porque minha filha está sendo uma cobaia humana”, desabafa.

Estou indignada com isso, porque minha filha está sendo uma cobaia humana

Conforme a mãe, até esta tarde a SES alegava que estava aguardando a contratação de uma empresa que vai assumir o serviço. "O Estado tem contrato com a Qualycare, não sei se estão cancelando o convênio com a empresa”, disse devido a demora.

Outro lado

Por meio de nota, a SES informa que a superintendência de Regulação da pasta já autorizou o fornecimento do serviço para a paciente que está internada na unidade de Pediatria do Pronto-Socorro de Cuiabá, com caso de microcefalia.

A informação foi repassada para os pais de Roberta Valentina, pela secretária-adjunta de Regulação, Ceila Maria Zaghi Maia, na tarde desta terça.

De acordo com a SES, a bebê já recebeu a visita do médico regulador do serviço de Home Care, que detectou se tratar de um caso de média complexidade e que não precisará de equipamento respirador. Essa análise é necessária para definir o tipo de serviço que será prestado na casa da paciente.

Segundo Ceila Maia, o médico regulador fará a visita técnica na residência da criança para analisar as condições para a instalação do equipamento. Após a visita domiciliar, que deverá ser realizada nos próximos dias, a empresa responsável fará a instalação. A secretária-adjunta explica que os procedimentos serão comunicados à família a fim de que todas as adequações necessárias sejam feitas na residência.


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