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Política
06/04/2010 - 08:20h
Familia Guimarães tenta emplacar dois nas eleições
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Fonte: Rd News

Mais um casal se aventura a fazer “dobradinha eleitoral” nas eleições deste ano. A médica Jaqueline Guimarães já deixou o cargo de secretária de Saúde de Várzea Grande e está em pré-campanha para deputada federal pelo nanico PHS. Enquanto isso, o seu marido, o também médico e deputado estadual Wallace Guimarães (PMDB), busca a reeleição. Neste mesmo pleito, um outro casal quer “abocanhar” cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia. Tratam-se do já deputado Carlos Bezerra, cacique regional do PMDB, e de sua esposa Teté, tida como “puxadora” de votos da legenda peemedebista para deputada estadual.

No caso do casal Guimarães, há uma situação curiosa. Jaqueline saiu do DEM e foi para o PHS, após se recusar a apoiar Júlio Campos para prefeito de Várzea Grande. Depois de brigas internas, Wallace também deixou o Democratas (ex-PFL) e migrou para o PMDB. Enquanto secretária por um ano e três meses, Jaqueline aproveitou para fazer campanha pela reeleição do marido. Foi acusada de usar a estrutura da Saúde com intenção de conquistar, antecipadamente, eleitores pró-Wallace. Ela deixa a administração para alívio do prefeito Murilo Domingos (PR), que vinha sofrendo pressão de outros virtuais candidatos devido ao privilégio do casal Guimarães.

Familiocracia

Wallace e Jaqueline podem enfrentar decepção nas urnas. É que não se elege mais tantos casais e familiares em cargos eletivos como nos décadas de 1990 e 2000. Nesse período, Bezerra tinha a esposa Teté como deputada federal, assim como Dante de Oliveira em relação a Thelma e Jonas Pinheiro com Celcita.

Nas eleições municipais de 2008, por exemplo, seis políticos tentaram eleger familiares ou parentes e fracassaram nas urnas. Por outro lado, 11 conseguiram mais um passo para perpetuação no poder dentro da chamada familiocracia. Um dos que mais sentiram a derrota foi o senador Jayme Campos. Os seus irmãos Júlio, em Várzea Grande, e Dito Paulo, em Jangada, perderam na disputa a prefeito. Dito, aliás, buscava a reeleição. Para piorar, a irmã e então vereadora por Cuiabá, Márcia Campos, desistiu da reeleição de última hora. Todos os quatro Campos são do DEM.

Em Rondonópolis, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), que perdeu duas vezes para prefeito (2000 e 2004), não conseguiu êxito com o filho João Antonio, derrotado a vice-prefeito na chapa pura encabeçada por Adilton Sachetti. A também deputada Thelma não teve força política suficiente para eleger vereador em Cuiabá o sobrinho Leonardo de Oliveira. A deputada estadual Chica Nunes (PSDB) não garantiu cadeira de vereador ao sobrinho Tiago Nunes na Capital, mas contribuiu com a vitória do marido Marcelo Ribeiro (PP) a prefeito de Barão de Melgaço. O deputado federal Pedro Henry, que até se licenciou da Câmara Federal para assegurar a vitória do irmão Ricardo Henry em Cáceres, se viu frustrado depois com a decisão da Justiça de cassar o prefeito reeleito.

Em Diamantino, o empresário Amarildo Monteiro (PTN) exagerou. Concorreu a prefeito com a esposa Sandra Castro Monteiro de vice da chapa. O casal “morreu abraçado” nas urnas. O vereador cuiabano Lúdio Cabral (PT) fez campanha também para vereador do irmão Frank Mendes Cabral em Cáceres, que foi derrotado. O ex-prefeito e deputado estadual Percival Muniz (PPS) também fez barulho com o nome do sobrinho Tiago Muniz para vereador em Rondonópolis, mas os eleitores disseram “não”.


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