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Política
22/05/2018 - 10:03h
Representante do governo diz que vereador usa morte da irmã para política e revolta o parlamentar
Fonte: Mayla Miranda

O caos da saúde pública em Sinop deixa vítimas. Mas são as feridas deixadas nos familiares e amigos das vítimas do mau atendimento que ainda machucam. Uma amostra disso foi o acalorado debate ocorrido na tarde desta segunda-feira (21) na Câmara dos Vereadores, instigado por uma fala um tanto infeliz por parte da servidora Dilma Cardoso, representante do governo. A servidora esteve na sessão parlamentar afim de convidar a população e os vereadores para participar da Caravana da Transformação que está acontecendo na cidade, mas perdeu a compostura ao tentar defender o Governador Pedro Taques e tecer comentários sobre as intenções políticas de um parlamentar. 

A servidora teria acusado o vereador Adenilson Rocha (PSDB) de estar usando a morte de sua irmã para autopromoção. Por sua vez, o parlamentar – visivelmente transtornado – bradou no púlpito toda sua indignação com a situação da saúde pública e, claro, com a insensibilidade da crítica feita pela representante.

“Eu não vou admitir que alguém saia de onde sair, venha até a minha casa, minha cidade, fazer conjecturas com o meu nome. Eu tenho história, sou um homem de família, não respondo a processos, não sou corrupto e não sou de baixo nível para usar a memória da grande mulher que foi a minha irmã para nada. Se eu luto e falo em nome da minha irmã é porque não vou deixar a sua memória em vão e tento com a minha luta impedir que mais famílias passem pela mesma dor. Eu exijo respeito”, declarou Rocha, em altíssimo som.

Segundo testemunhas presentes na sessão, a servidora disse para um grupo de pessoas que estava indignada com a suposta tentativa de Rocha de transformar o falecimento de sua irmã, Ivonete Rocha, em uma jogada de marketing político. 

Porém, um dos participantes da conversa era justamente o filho da vítima, Thiago Rocha, que imediatamente se revoltou com a insensibilidade da declaração e levou o ocorrido ao vereador, que até já havia usado a palavra, mas, revoltado, bradou sua indignação em nova fala.

“Ela falou para o meu sobrinho que eu estou usando a memória da sua mãe. Além de infeliz, ela foi muito cruel. Não é com esse tipo de política ou político que estou acostumado a lidar”. 

Procurada ao final da sessão, a servidora não estava mais presente.


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