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Política
30/01/2018 - 12:19h
Líder é contra proposta de Taques; tendência é não haver acordo
A ideia do Governo, que já está em atraso com valores relativos a 2017....
Fonte: Mídia News

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), afirmou ser contrário à proposta feita pelo governador Pedro Taques (PSDB) de cortar parte do duodécimo (repasse constitucional) dos Poderes e instituições, como forma de ajudar o Executivo a pagar uma dívida com o Bank of America.

 

A ideia do Governo, que já está em atraso com valores relativos a 2017, é não realizar o repasse do duodécimo de janeiro. Já entre fevereiro e abril, serão retirados 20% do montante devido a cada um dos Poderes. O restante será recompensado a partir de abril.

 

A proposta foi apresentada por Taques aos presidentes dos Poderes em reunião realizada na última semana.

 

Ainda não conversei sobre isso com o governador. Mas não concordo, até porque o duodécimo já vem com congelamento desde 2016

“Ainda não conversei sobre isso com o governador. Mas não concordo, até porque o duodécimo já vem com congelamento desde 2016”, disse na manhã desta terça-feira (30).

 

O líder de Taques lembrou que, se fosse levado em consideração o aumento na arrecadação do Estado, bem como as correções inflacionárias, o Executivo já deveria ter aumentando em cerca de R$ 400 milhões os repasses de duodécimo, o que não ocorreu.

 

“Vejo que quem já perdeu foi a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado, a Defensoria Pública. Todos cederam. Aprovamos a PEC do Teto de Gastos que determinava o pré-congelamento. De 2015 para 2016 colocamos o repasse no mesmo valor”, disse Dilmar.

 

“Quer dizer, já contribuímos com o Executivo, por isso não concordo com essa proposta”.

 

Recusa dos Poderes

 

Ainda segundo Dilmar, a tendência é de que os presidentes dos Poderes e instituições não aceitem aquilo que foi proposto pelo Executivo.

 

“Acho que os Poderes nem têm que aceitar mesmo, até porque já tiveram congelamento, aceitaram as modificações que o Governo mandou na PEC. Todo mundo já cedeu”, disse Dilmar.

 

Na manhã de hoje, o presidente do TJ, desembargador Rui Ramos já afirmou que não terá como aceitar o acordo, sob pena de o Judiciário deixar de prestar seus serviços de modo “pleno e adequado”.


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