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Política
09/01/2018 - 08:32h
Wellington Fagundes é cotado como pré-candidato ao governo de MT
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Fonte: RD News

 

  Diante da indefinição acerca da aposentadoria do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antonio Joaquim, a oposição já trabalha com uma espécie de Plano B para as eleições de outubro. Com isso, o nome do senador Wellington Fagundes (PR) começa a ganhar força entre os partidos que querem derrotar o governador Pedro Taques (PSDB) nas urnas.

Jefferson Rudy

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Senador Wellington Fagundes cogita disputar governo, mas condiciona candidatura à viabilização de aliança ampla

Wellington Fagundes admite estar inclinado a disputar o Governo do Estado. Em conversas com os partidos de oposição a Taques, o republicano tem condicionado sua possível candidatura à viabilização de um aliança ampla e capaz de apresentar um programa de governo consistente.

“Não descarto a possibilidade de concorrer a governador, mas sempre tenho dito que não pode ser um projeto próprio. A candidatura pode acontecer e só depende do apoio de um grupo de lideranças para apresentar um projeto de governo viável para atender as demandas de Mato Grosso e conquistar a confiança da população”, afirmou Wellington em entrevista ao .

O nome de Wellington ganha força entre o próprio PR e siglas de oposição como MDB, PTB, PV, PP, PDT, PSB, PT, PCdoB e outras consideradas nanicas. Os partidos estão se movimentando em busca de alternativa temendo que a indefinição de Antonio Joaquim enfraqueça o grupo e fortaleça o projeto de reeleição de Taques.

Ocorre que o pedido de aposentadoria do conselheiro, que pretende se filiar ao PTB para viabilizar candidatura a governador, está sendo discutido no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do afastamento e da citação na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) e pedido do próprio Taques. Enquanto o Judiciário não se manifesta, Antonio Joaquim fica impossibilitado de se articular, fazendo a oposição perder tempo nas articulações eleitorais. 

Mesmo com o imbróglio júridico, Antonio Joaquim tem reafirmado que mantém o intuito de participar da disputa eleitoral. Inclusive, fez o comunicado oficial aos partidos aliados. “O compromisso inicial é com Antonio Joaquim e estamos respeitando. Para ser candidato, é preciso resolver o problema da aposentadoria e se viabilizar. Por isso, o grupo segue se movimentando”, completa Wellington. 

Caso seja candidato a governador, Wellington não ficará sem mandato em caso de derrota nas urnas. Eleito senador em 2014, ainda terá quatro anos de mandato a partir do ano que vem.

Partidos

O MDB e o PR apoiaram Lúdio Cabral (PT) contra Taques nas eleições de 2014 e desde então fazem oposição ao governador. Já o PTB rompeu com o tucano e aguarda a filiação de Antonio Joaquim.

O PV e o PP também eram governistas e romperam com Taques. Embora os progressistas aguardem a posição do ministro da Agricultura Blairo Maggi, que tem sinalizado apoio ao ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) caso entre na disputa pelo Palácio Paiaguás, o presidente estadual da sigla, deputado federal Ezequiel Fonseca, tem se aproximado de Wellington e Antonio Joaquim.

O PSB se alinhou à oposição quando o deputado federal Valtenir Pereira migrou do MDB (antes PMDB) para assumir a presidência da sigla em Mato Grosso. Com isso, integrantes do grupo pró-Taques como os deputados federais Fabio Garcia e Adilton Sachetti deixaram a legenda e outros se articulam para sair.

Apesar de Taques ter sido eleito pelo PDT, a sigla rompeu com o governador antes mesmo da sua adesão ao PSDB e cogita lançar o deputado estadual Zeca Viana para senador. Com posições à esquerda, PT e PCdoB já dialogam e também podem se aproximar do bloco de oposição.

O PT ensaiou lançar o deputado federal Ságuas Moraes a governador, mas o parlamentar tem reiterado que deixará a vida pública após concluir o mandato. O PCdoB não tem pré-candidato ao Executivo Estadual e apresenta a ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder ao Senado.

“A questão do PT e do PCdoB passa pelas articulações nacionais. Nunca tivemos problemas com o ex-presidente Lula. O problema é que Dilma Rousseff venceu as eleições e não conseguiu construir a governabilidade, sofrendo o impeachment”, ponderou Wellington, citando possível entendimento com o petista que trabalha para buscar o terceiro mandato de presidente da República.

Reeleição

Taques tem dito que só discute eleições após a Semana Santa. Entretanto, se articula nos bastidores para viabilizar a própria reeleição apesar de conflitos internos no PSDB, principalmente com o deputado federal Nilson Leitão que almeja disputar o Senado. O grupo situacionista também avalia Mauro Mendes, que deve anunciar filiação ao DEM, além do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), como possibilidades ao Governo do Estado caso o tucano não supere a rejeição.

Oficialmente, Mauro e Fávaro ainda estão na aliança organizada em torno de Taques. Ainda assim, mantêm diálogos com a oposição e devem definir o rumo que tomarão nas eleições, a partir de março.


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