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Política
01/09/2017 - 07:32h
Silval reclama de abandono da AL e se diz traído e extorquido pelos aliados políticos
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Foto por: Gilberto Leite
Fonte: RD News

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) reclamou do abandono político da Assembleia durante o período em que esteve preso no Centro de Custódia da Capital (CCC). O desabafo foi ouvido pelo deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) durante visita realizada em janeiro deste ano. Essas afirmações fazem parte da delação premiada de Silval, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na conversa com Romoaldo, Silval lembrou que apesar de ter sido preso em setembro de 2015, passou a receber visitas de aliados políticos somente em 2017. Lamentou ainda que além de não ajudá-lo, a Assembleia ainda o prejudicou.

Silval disse a Romoaldo que ajudou a eleger 14 deputados estaduais e que sequer oito foram capazes de se reunir para travar a pauta da Assembleia, deixando de negociar com Executivo. Em seu entendimento, o Governo do Estado era responsável por sua prisão e a atuação firme dos oposicionistas poderia até evitar outras prisões como a do seu filho Rodrigo Barbosa.

Além disso, Silval se queixou que os deputados estaduais potencializaram sua situação desfavorável ao abrir CPIs como Obras da Copa, Renúncia e Sonegação Fiscal, OSS e Frigoríficos. O ex-governador considerava que os objetos de investigação só reforçavam as irregularidades praticadas durante sua gestão.

Durante a visita, Silval também disse a Romoaldo qual seria o maior ato de solidariedade que poderia receber. Para o ex-governador, conforme a delação, a prova de amizade seria a formação de um bloco parlamentar de oposição ao Governo Pedro Taques (PSDB).

Mario Okamura

quadro silval visitas

Silval relata ter recebido visita de diversos políticos e empresários no período em que esteve preso no CCC

No entanto, Silval lamentou e afirmou que os parlamentares que considerava mais próximos o extorquirampara aprovar suas contas de governo referentes a 2014. Entre eles, o delator citou Wagner Ramos (PR), Zé Domingos Fraga (PSD) e Silvano Amaral (PMDB).

Romoaldo foi líder do governo na Assembleia durante boa parte da Gestão Silval Barbosa. O peemedebista é citado na delação premiada em diversos episódios.

As declarações e documentos da delação, entretanto, ainda seguem sob análise da Procuradoria Geral da República (PGR), que avalia se há ou não indícios suficientes para a abertura de uma investigação. Por enquanto, apenas um inquérito foi instaurado e tramita no Supremo. Ele aponta o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), José Riva e o próprio Silval como líderes de esquemas no Estado – saiba mais aqui.

Visitas

Além de Romoaldo, Silval relata ter recebido a visita de diversos políticos e empresários no período em que esteve preso no CCC. A lista inclui o então presidente nacional do PMDB, senador por Rondônia Valdir Raupp; o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB); os senadores Wellington Fagundes e Cidinho Santos, ambos do PR, e o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD). O deputado estadual Baiano Filho (PSDB) chegou a ir no CCC, mas precisou ir embora antes de encontrar o ex-governador por conta de horário de vôo.

Também estiveram no CCC os empresários Wanderley Torres e Antenor Júnior. São  proprietários da Trimec Construções e Terraplanagem LTDA e da Lenda Turismo, respectivamente.  


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