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Política
30/08/2017 - 14:30h
Políticos de Sinop são citados em delação de Silval Barbosa
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Fonte: Redação com informações RDnews

Em suas delações o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) cita políticos de Sinop, como Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PSDB) Dimar Dal Bosco e seu irmão,atual presidente do Sinop Futebol Clube Dilceu Dal Bosco. Silval afirma que pagou cerca de R$ 5,5 milhões em propina, em 2010, para o partido Democrata e para o ex-deputado Dilceu Dal Bosco, que na época era filiado ao DEM e candidato a vice-governador na chapa de Wilson Santos (PSDB), adversário do peemedebista.

A negociação para o repasse teria sido feita com ex-senador Júlio Campos (DEM). Desse total, R$ 1,5 milhão teria sido destinado à Dilceu, para que ele “permanecesse omisso na reta final da campanha”.

O ex-deputado Dilceu Dal Bosco afirma que não estava sabendo que o nome havia sido citado na delação de Silval e que prefere tomar conhecimento do teor da acusação para depois se posicionar sobre o fato.

Segundo Silval, líder do Governo na Assembleia, deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM), recebeu R$ 200 mil de um empresário do ramo de revenda de combustíveis a pedido de Silval Barbosa (PMDB). Não há detalhes sobre a forma do repasse, nem data do pagamento, porém, os valores seriam referentes a “compra” de apoio de parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) na gestão do ex-governador entre os anos de 2010 e 2014.

Silval acusa o deputado Silvano Amaral, de tentar extorqui-lo enquanto estava preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). O deputado Silvano Amaral se diz surpreso por constar na delação do correligionário. Disse ainda que nunca foi ao CCC. “Fiquei sabendo agora. Já falei com meu advogado e vou protocolar documento no CCC querendo documento de controle de acesso para comprovar que nunca estive lá”, disse o peemedebista.

Silvano explica ainda que não faz ideia da intenção de Silval em acusá-lo de extorsão. “Sinceramente, ele quer criar um furacão para tirar o foco dele. Nunca tive embate com ele. Votei pela aprovação das contas com base no parecer do TCE”, explica.

As informações constam na delação premiada feita pelo peemedebista junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). A colaboração já foi homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na última sexta (25), o ministro determinou a retirada do sigilo do depoimento e autorizou a abertura de um inquérito para apurar os crimes.

O deputado estadual Baiano Filho (PSDB) não recebe dinheiro, mas reclama do valor pago. “O presidente prometeu... Que tinha arrumado um milhão e oitocentos. (...) Mas ele falou lá ontem, pô. Esse povo não cumpre o que fala?”

O presidente estadual do PSDB, Nilson Leitão, disse ao LIVRE que não assitiu ao vídeo de Baiano, mas que a situação do tucano deve ser avaliada no Conselho de Ética do partido. "É o conselho que avalia esse tipo de situação e decide se cabe algum procedimento para expulsão ou não", explicou. Dos vídeos exibidos hoje, Baiano é o único que ainda está no exercício do mandato de deputado estadual.

Inquérito

Na semana passada, o ministro relator do caso, Luiz Fux, autorizou inquérito para apurar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

O pedido de investigação, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é para investigar o envolvimento de todos os citados.

A partir de agora, a Procuradoria Geral da República vai analisar cada fato revelado na delação.


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