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Geral
08/04/2010 - 06:00h
Acusado de aloprado por Lula, Valdebran é ligado a Abicalil
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Fonte: Romilson Dourado

Valdebran Padilha, um dos presos na Operação Hygeia nesta quarta (7), é uma das figuras que contribuíram para manchar a imagem do PT e com respingo negativo sobre os ombros de seus padrinhos políticos, o deputado federal e presidente da legenda Carlos Abicalil e do deputado estadual Alexandre Cesar, que já comandou o petismo no Estado. Os três são da tendência Unidade na Luta, que dita as regras no partido em Mato Grosso. Já estiveram envolvidos em escândalos. Uma ação trabalhista e um inquérito policial apontaram que houve esquema de caixa 2, com a participação de Valdebran Padilha, na campanha eleitoral de 2004 de Alexandre à Prefeitura de Cuiabá.

Depois disso, Valdebran acabou detido em São Paulo, com parte do R$ 1,75 milhão que seria usado, segundo a Polícia Federal, por petistas na compra do dossiê contra tucanos. Na ação trabalhista, o ex-coordenador de marketing da campanha de 2004, Walther Dorighelo, declarou que recebeu R$ 99 mil por seus serviços e que parte dessa quantia foi repassada por Valdebran. Na prestação de contas apresentadas à Justiça Eleitoral, Alexandre declarou ter pago R$ 10 mil, e não R$ 99 mil, ao ex-coordenador. Na ação Dorighelo pede mais R$ 501 mil, pois, segundo ele, tinha acertado um contrato de R$ 600 mil na casa de Valdebran em dezembro de 2003.

A Justiça do Trabalho atendeu em parte o pedido e condenou o PT e Alexandre, que hoje ocupa a vaga de Ságuas Moraes na Assembleia, a pagar mais R$ 188 mil a Dorighelo. Houve recurso. Numa situação em que o empregador diz ter pago menos e o ex-empregado recebido mais, o juiz trabalhista mandou cópia da ação à Justiça Eleitoral.

Aloprado

Deputado Carlos Abicalil, presidente do PT-MT

Para não ver a imagem "queimada" por causa das ações suspeitas de Valdebran nos bastidores, Abicalil assumiu o comando do PT e se afastou do ex-aliado. Valdebran tinha, inclusive, um imóvel alugado para o escritório do deputado. O homem que operava para petistas e que agora está preso ficou conhecido nacionalmente como um dos sete aloprados - expressão utilizada pelo presidente Lula numa referência a seus colegas petistas envolvidos no escândalo do dissiê antitucanos.

Afastado da agremiação petista, Valdebran foi indiciado pela Polícia Federal, para quem houve prática de caixa 2 porque o R$ 1,7 milhão apreendido com petistas e que seria usado para comprar dossiê dos Vedoin contra políticos do PSDB não foi declarado à Justiça Eleitoral. Valdebran responde também por lavagem de dinheiro, junto com outros petistas, como o ex-agente da PF, Gedimar Passos; e o ex-assessor do senador Aloízio Mercadante, Hamilton Lacerda.

Após o escândalo do dossiê, Valdebran se isolou. Mas, até então, estava sempre presente nas reuniões do PT. Em uma delas, realizada em 18 de junho de 2005, o aloprado assinou lista de presença. À época, o grupo de Abicalil e dos deputados Alexandre e Ságuas se reuniu para definir a chapa que concorreria à direção estadual do PT. A corrente Unidade na Luta escolheu, então, Ságuas, que disputou e perdeu a presidência para Serys Marly.


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