Bem vindo ao Visão Notícias - 20 de Outubro de 2018 - 9:56
Geral
11/06/2018 - 10:44h
Preço do frete sobe, agricultores não conseguem escoar produção e armazéns lotam
Com aumento de 30% na produção, a preocupação é estocar o grão do milho...
Fonte: G1 MT

Com as mudanças na tabela de preço mínimo para os fretes no país, os produtores rurais de Mato Grosso não estão negociando o escoamento de grãos do milho. Os armazéns ainda estão com sacas de soja que não foram transportados desde a paralisação dos caminhoneiros, que durou 10 dias em maio.

Em uma fazenda localizada em Diamantino, a 209 km de Cuiabá, a colheita do milho teve início na semana passada. A produção começou a ser vendida antes do plantio da lavoura, segundo o produtor rural Amarildo Chirstofolli. "Temos contratos das sacas e, mesmo com o frio, a colheita do milho está boa", disse.

Mesmo com a redução das áreas de plantio previstas no estado, a fazenda do produtor rural Erny Parisenti aumentou a área cultivada, de 11 mil hectares para 14 mil. "Conseguimos avançar com a colheita da soja e, ao mesmo tempo, aumentar o plantio do milho", contou.

Com aumento de 30% na produção, a preocupação é estocar o grão do milho. Além da falta de espaço no armazém, a paralisação dos caminhoneiros atrasou a entrega de 200 mil sacas de soja.

Segundo o agricultor, o preço do frete que era de R$ 170 por tonelada está superior a R$ 240 por cada viagem. "Hoje o preço do frete está maior que R$ 240 por tonelada e as sacas estão diminuindo", avaliou.

A greve dos caminhoneiros começou no 21 de maio contra o reajuste no preço do combustível anunciado pela Petrobrás e chegou ao fim, sem manifestações e sem pontos de bloqueio, no dia 31.


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