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Geral
16/04/2018 - 08:10h
Ex-promotor de Guarantã do Norte que se banhou de álcool e ameaçou PM vai a julgamento
O acusado foi abordado por policiais militares dirigindo em visível estado de embriagues.
Fonte: olharditeto

Vai a julgamento na próxima quinta-feira (19), no Conselho Superior do Ministério Público, o procedimento instaurado promotor de justiça Fábio Camilo da Silva, que em julho de 2017 foi abordado por policiais militares dirigindo em visível estado de embriagues e na ocasião ameaçou os PMs, se banhou com whisky e chegou a ficar só de cueca.  
 
Em entrevista concedida ao Olhar Jurídico, o Procurador-geral Mauro Curvo lamentou o caso e adiantou os próximos passos do julgamento do colega. "Infelizmente, não tenho outra palavra, infelizmente restou caracterizado que estamos diante de um problema de saúde mental. Foi instaurado um procedimento aqui dentro, onde foram ouvidas todas as pessoas envolvidas e agora, dia 19, a gente vai ter o julgamento deste procedimento por parte do Conselho Superior do MP", explicou
 
O procurador-geral pontua, entretanto, que poderá haver pedido de vista, o que pode vir a atrasar o resultado final do procedimento, mas a expectativa é que tudo seja concluído no dia 19.
 
Relembre o caso

 
Em 02 de julho de 2017, o recém empossado promotor de Justiça de Guarantã do Norte (700 km de Cuiabá), Fábio Camilo da Silva, foi acusado de ameaçar hóspedes de um hotel da cidade e jogar água em um deles. Já na parte da manhã, o suspeito ainda teria quebrado o vidro de uma emissora de TV do município.

Antes, o promotor envolveu-se em confusão com a Polícia Militar, em uma rodovia nas proximidades de Peixoto de Azevedo. Segundo o relato, o membro do Ministério Público Estadual (MPE) estaria alcoolizado e desafiou o policial que o abordou, arrancando-lhe o boné da cabeça e também o enforcando. Ele não foi preso por possuir prerrogativa de foro.

O conselho tutelar também o acusa de agredir um adolescente de 17 anos com três tapas no rosto e hostilizar duas conselheiras, em 29 de junho. Na ocasião, o MPE emitiu nota lamentando os escândalos encabeçados pelo promotor. 

Conforme o BO 2017.219408, narram os militares que ao indagarem o promotor sobre o estaria ocorrendo, este, aparentemente alcoolizado teria perguntado em "alto tom e de forma de arrogante" "se eu sabia com quem eu estava falando, que este militar deveria "colar os casco" para falar com ele, sendo que ele era um coronel, ainda perguntou se este militar não tinha conhecimento do código penal militar".

Adiante, o promotor começou a questionar a razão de a viatura da PM estar sem placa dianteira, "sendo informado a ele o motivo, foi neste momento que o promotor deu voz de prisão a este militar pelo artigo 311, e ainda quis determinar o soldado Cenilton para fazer a prisão deste militar".

Momento seguinte, o promotor teria acusado o militar que fez sua abordagem de corrupção, dizendo que "a pistola que este militar estava portando certamente estava com a numeração raspada, e ainda disse a este militar ficar longe do seu veiculo, pois tem certeza que este militar é corrupto, e se afastar do seu veiculo, pois a equipe da PM iria implantar droga em seu carro".

No dia seguinte, internado em uma ala clínica do Hospital Regional de Sinop, por surto psicótico, reagiu aos efeitos de sedativos, soltou as amarras que o prendiam a maca, levantou-se do local e começou a ter um comportamento agressivo, estava evasivo e continuava com diálogos sem sentido na unidade de saúde.


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