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Geral
23/08/2011 - 09:25h
Final de semana aumenta em até 20% a venda de vinhos
Nelson explica que na somatória dos dias frios, estes índices crescem mais ainda...
Fonte: Assessoria
  • Chilenos e argentinos. Esta é a atual preferência do mato-grossense, e brasileiro de maneira geral, na hora da compra de bons vinhos a preços acessíveis. E mesmo quando o frio é questão de apenas dois dias, como explica o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), Nelson Soares, a população não deixa de incrementar o carrinho de compras com algumas garrafas da bebida preferida do deus Baco. “Para um final de semana com previsão de frente fria, a venda de vinho é acrescida em mais de 15% nos supermercados, independente da nacionalidade”, esclarece ele, apontando que os chilenos e argentinos têm sobre os brasileiros até 50% mais saída hoje.

    Nelson explica que na somatória dos dias frios, estes índices crescem mais ainda. O responsável por produtos importados na rede de Supermercados Modelo, José Lopes, confirma esta matemática e ainda coloca mais percentuais. “Em dois dias de frio, que é um curto espaço de tempo, em relação a um final de semana quente, temos aumento de até 18% na venda de vinhos em geral”. Se tivermos como base uma semana inteira de clima em baixas temperaturas, a comercialização sazonal “sobe para 38%”, explana Lopes.

     

    O comprador do Modelo igualmente diferencia vinhos importados de nacionais em termos vendas: pelo menos 40% mais para os estrangeiros.

    Este mesmo diferencial e o sucesso são destacados pela vendedora da Viña Bebidas Finas, Caroline Aranda. Como a loja é segmentada para este produto, normalmente, um final de semana como este que passou impacta acréscimos de até 20% e de 30% se a temporada se prolonga. “Como atendemos de restaurantes às festas de casamento, o crescimento é proporcional. Os anfitriões acabam substituindo parte da cerveja por vinho”, aponta. Ela completa que argentinos e chilenos são mesmo a pedida do momento, pelo custo-benefício. “Bons e mais baratos que os nacionais”.

     

    Tanto Caroline quanto José Lopes esclarecem que alta carga tributária é um dos fatores responsáveis pela grande diferença de preços em comparação com o nacionais.

    “No exterior eles se beneficiam de incentivos do MERCOSUL e aqui temos muitos impostos. Para um vinho da qualidade de um argentino que custa R$40,00, o brasileiro sairá por R$ 80,00”, pontua Carolina, falando ainda que por R$30,00, hoje, se toma um bom vinho Chileno, o que ela chama de “preço justo”.

    A composição do valor - Países do MERCOSUL, como Chile e Argentina, usufruem de acordos alfandegários que permitem que não paguem o imposto de importação. Se não houvesse esta possibilidade, o percentual de tributo incidente seria “20% maior sobre o produto”, declara Nelson.

    Este mecanismo possibilita que cheguem aqui com remarcação bem competitiva, faltando aos nacionais incentivos para concorrer em pé de igualdade. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), no valor final do vinho produzido no Brasil “sorvemos” até 64% de tributos. Este mesmo levantamento do IBPT mostra que, a carga tributária sobre o preço de uma garrafa de importado de países fora do MERCOSUL é de mais de 80%. (Assessoria de Imprensa CDL Cuiabá: Honéia Vaz)


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