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Economia
29/10/2007 - 11:55h
A comemoração de Meirelles
A comemoração de Meirelles
Fonte: Cristiana Lobo
A comemoração de Meirelles

Henrique Meirelles tem toda a paciência do mundo para falar da economia brasileira - dos bons resultados que são vistos agora. Mas ele se recorda como foi difícil enfrentar 2005, um ano em que o Banco Central teve de segurar os juros lá em cima para frear o crescimento porque, depois do resultado de 2004 com crescimento superior a 5%, o Brasil, segundo ele, não teria condições de conter a inflação.

Naquela ocasião, ele atuava no comando da economia com o então ministro Antonio Palocci. Ou seja, tinha com quem dividir as pressões que vinham de toda parte. Com Guido Mantega, a relação é diferente. Meirelles já foi cobrado pelo atual ministro da Fazenda no quesito taxa de juros. Mas ele próprio gosta de dizer que quando foi convidado para comandar o Banco Central pediu um BC independente. E é assim, diz ele. Não no papel, mas de fato.

Neste momento, segundo Meirelles, não há mais pressão pela redução dos juros ou por qualquer ação do Banco Central.

- As coisas estão bem e quando estão bem, não há cobranças - diz.

Henrique Meirelles conta que foi um "juscelinista". Mas reconhece que depois do desenvolvimento de JK veio a inflação.

Agora, diz, o Brasil reúne três condições importantes que raramente estiveram juntas: inflação sob controle, oferta de dólar e crédito.

Meirelles lembra dos momentos de dificuldade, mas comemora o resultado de hoje com uma foto em seu gabinete: uma mesa em que estava com a mulher Eva e o presidente Lula acompanhado de dona Marisa. Foi uma homenagem do presidente ao casal em reconhecimento ao trabalho em favor da economia.

Mas o presidente do Banco Central guarda outra fotografia em sua casa. Nela, ele dança com dona Marisa numa festa junina da Residência Oficial do Torto.

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