Bem vindo ao Visão Notícias - 20 de Novembro de 2017 - 17:19
Agrícola
05/08/2017 - 09:30h
Secretário recebe demandas do setor produtivo de Sorriso
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Fonte: Assessoria

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone, esteve reunido com executivos do município de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá) para discutir alinhamentos. Na oportunidade, foram apresentadas demandas visando ambientes de negócios internacionais, considerando que a cidade desponta nacionalmente na produção de feijão e a ideia é abranger também pulses, que são outros grãos comestíveis.

“A discussão tem como foco a criação de um programa para o fortalecimento da cadeia produtiva que envolve o produto. Desse modo, oportuniza que o crescimento econômico seja conquistado por todos”, frisou Avalone.

Entre as demandas apresentadas, está a do setor produtivo de grãos, no que se refere à questão tributária. Uma das propostas é a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), nos mesmos moldes de programas estaduais como o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e o Programa de Desenvolvimento Rural (Proder).

Para o diretor-executivo da Fundação para o Desenvolvimento Agro-Ambiental, Científico e Tecnológico de Sorriso (Fundação Sorriso), Afrânio Migliari, esse é um ponto muito importante para o desenvolvimento da atividade, pois o município é o maior produtor estadual de soja, milho e, agora, de feijão, sendo atualmente o maior produtor nacional do feijão Caupi.

“Nossa região é uma das mais produtivas de Mato Grosso, que hoje é o 3º maior produtor de feijão do Brasil. Para ter uma noção da força do setor, saltamos das 234 mil toneladas ano passado, para 360 mil toneladas de produção em 2017. Por isso, necessitamos de um programa de incentivo fiscal que nos permita investir e atrair novos investimentos”, ressaltou Afrânio.

Conforme o diretor, existe uma demanda mundial por feijão e pulses (grão de bico, ervilhas, lentilhas), principalmente, pela exportação crescente que vem ocorrendo de países asiáticos como a Índia, o Egito e o Paquistão, sobretudo do feijão Caupi. “Vale ressaltar que 50% da população indiana é formada por vegetarianos e esses produtos formam a base de toda a sua alimentação, por isso, a demanda só avança e precisamos acompanhar esse ritmo”, pontuou.

Para conseguir aumentar a oferta para as exportações, é preciso estimular a produção. Por isso, a Fundação Sorriso já vem estabelecendo parcerias com diversas unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o Instituto Agronômico de Campinas e outras instituições, visando melhorar o desenvolvimento e a tecnologia desses pulses na região. “Enxergamos uma grande oportunidade para Mato Grosso atender a esta alta demanda mundial por esses alimentos. Já estamos despontando na produção, só precisamos rever questões de logística e de inovação para podermos nos estruturar e competir no mesmo nível com outros mercados”, resume Migliari.

Também estiveram presentes no encontro, que ocorreu no final de julho, o vice-presidente da Associação dos Produtores de Feijão e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), Alei Fernandes, e o produtor de Feijão e Pulses, Leandro Lodea.

Parque Tecnológico

Outro tema discutido foi sobre o Parque Tecnológico de Sorriso com foco na área privada, que tem por objetivo apoiar a verticalização da produção local e regional, amparada na inovação tecnológica. Migliari explicou que caberá à Fundação Sorriso a gestão do empreendimento, que terá nove entidades envolvidas no Conselho Curador: Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas, Sindicato Rural, Aprofir e as Cooperativas Coacen, Cooami e Cooavil.

Com orçamento de R$ 30 milhões, o Parque terá, entre as principais atividades, a capacitação de Recursos Humanos do setor produtivo; o fornecimento de suporte técnico para as empresas incubadas e empresas externas, por meio dos setores de informática, designer, certificação e controle de qualidade (laboratórios); o desenvolvimento de produtos e processos; a disponibilização da infraestrutura das incubadoras tecnológicas, de infraestrutura física e técnica para as empresas e projetos tecnológicos; o desenvolvimento de estudos de viabilidade técnico-econômica de projetos e empreendimentos; emissão de pareceres, vistorias e relatórios; realização de feiras e rodadas de negócios, bem como, seminários e reuniões técnicas.

Com a construção deste complexo tecnológico, estima-se tornar a região um centro de excelência de desenvolvimento científico e tecnológico, como também, integrar as empresas aos novos mercados (nacional e internacional), gerar empregos qualificados e agregar valor aos produtos e matérias-primas regionais, entre outros objetivos. O foco do Parque serão as cadeias produtivas da pecuária, vegetais e tecnologia de serviços.

O projeto do Parque tem à disposição uma área de 100 hectares, envolve a unidade local do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (IFMT) e universidades regionais, como o futuro campus de Agronomia da Faculdade Centro Mato-grossense (Facem). "Vamos ainda construir um centro tecnológico com espaço para incubadoras. A primeira delas vai ser da área de construção civil, com objetivo de erguer prédios mais modernos e econômicos no uso de energia", informou Migliari.

Associação

Para encerrar a pauta do encontro, foi apresentada uma proposta de consolidação da Aprofir para que tenha as mesmas configurações da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) ou da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), por exemplo. A ideia é criar uma entidade que possa representar o Estado nas áreas de grãos e pulses, tornando o segmento mais fortalecido.

“Essa é uma antiga demanda dos produtores, por isso, trouxemos o tema para essa reunião, e, mostrando como entidades como a Aprosoja e a Ampa, que possuem alta representatividade, conseguem garantir atenção para as suas commodities, tanto em nível estadual quando federal. Para tornar o nosso setor forte e longevo, precisamos de uma instituição que lute pelas nossas causas”, afirmou Migliari.


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