Bem vindo ao Visão Notícias - 23 de Novembro de 2017 - 22:14
06/09/2017 - 06:40h
Taques afirma que jamais recebeu pedido de propina nos quase 3 anos de governo
Ainda assim, evita fazer o julgamento dos deputados estaduais que supostamente foram beneficiados....
Fonte: RD News

O governador Pedro Taques (PSDB) garante que nunca recebeu nenhum pedido de propina nos quase três anos em que está na chefia do Executivo. Ainda assim, evita fazer o julgamento dos deputados estaduais que supostamente foram beneficiados pelo chamado mensalinho pago pelo antecessor Silval Barbosa (PMDB) para comprar apoio político na Assembleia.

O mensalinho teria beneficiado 20 dos 24 deputados estaduais da 17ª legislatura (2011-2014). A revelação faz parte da delação premiada de Silval, homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no último 9 de agosto. “Nunca recebi nenhum tipo de proposta indecente. Não trabalho com hipóteses, mas se recebesse, aos costumes”, declarou Taques (PSDB) na manhã desta terça (5).

Quando fala “aos costumes”, Taques se refere a procedimentos padrão que devem ser adotados ao presenciar ato de corrupção. As alternativas são dar voz de prisão em flagrante ou relatar os fatos às autoridades competentes como Ministério Público Estadual (MPE) ou Poder Judiciário.

Os 20 deputados estaduais que iniciaram a 17ª legislatura delatados por Silval como beneficiários do mensalinho, inclusive com a entrega de vídeos e planilhas ao STF, são Sérgio Ricardo (ex-PR, hoje conselheiro afastado do TCE), Sebastião Rezende (ex-PR, hoje PSC), Mauro Savi (ex-PR, hoje PSB), Wagner Ramos (ex-PR, hoje PSD), Romoaldo Júnior (PMDB), Baiano Filho (ex-PMDB, hoje PSDB), João Malheiros (PR), Ademir Brunetto (PT), Jota Barreto (PR), Teté Bezerra (PMDB), José Riva (ex-PSD, hoje sem partido), Ezequiel Fonseca (PP), Airton Português (ex-PP, hoje PSD), Antônio Azambuja (PP), Walter Rabello (falecido), Zé Domingos Fraga (ex-DEM, hoje PSD), Guilherme Maluf (PSDB), Dilmar Dal Bosco (DEM), Luciane Bezerra (PSB) e Luiz Marinho (PTB). Somente Walace Guimarães (PMDB), Nilson Santos (ex-PMDB, hoje PSDB), Percival Muniz (PPS) e Zeca Viana (PDT) não teriam recebido dinheiro ilegal.

Walace, Nilson Santos e Percival deixaram a Assembleia no final de 2012, quando foram eleitos prefeitos de Várzea Grande, Colíder e Rondonópolis, respectivamente. Com isso, os então suplentes Alexandre César (PT), Emanuel Pinheiro (ex-PR, hoje PMDB) e Pedro Satélite (ex-PPS, hoje PSD) assumiram o posto e também teriam entrado no esquema do mensalinho. Outro suplente alvo de acusações é Gilmar Fabris (PSD).

Filmados

Alguns políticos que estão na lista do mensalinho, chegaram a ser filmados recebendo ou cobrando a suposta propina no Palácio Paiaguás. As imagens captadas pelo ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa, já foram exibidas em rede nacional. Os filmados são os prefeitos Emanuel e Luciane, de Cuiabá e Juara; Ezequiel, hoje deputado federal; os deputados estaduais Zé Domingos, Fabris e Baiano Filho; e os ex-parlamentares Jota Barreto, Alexandre César, Azambuja, Português e Luiz Marinho.

Questionado por que grande parte dos deputados estaduais que eram da base de sustentação de Silval hoje o apóiam, Taques não se alonga na resposta. Limita-se a dizer que o entendimento faz parte da política e está baseado nas suas propostas para governar Mato Grosso.

Apesar de evitar fazer julgamentos dos deputados estaduais que teriam sido beneficiados pelo mensalinho, principalmente os que foram filmados recebendo dinheiro no Palácio Paiaguás, Taques se pronunciou sobre o assunto em entrevista ao Estadão. Classificou as cenas como nojentas e disse que mostram a degradação da política.

Ressaltando que os deputados estaduais têm direito ao contraditório e a ampla defesa, Taques fez outra ponderação. Lembrou que do ponto de vista ético, a situação é inexplicável.

Mensalinho

O acerto é que cada deputado estadual receberia R$ 600 mil divididos em 12 parcelas de R$ 50 mil. O dinheiro vinha de propina paga pelas empreiteiras responsáveis pela execução do MT Integrado, programa de pavimentação considerado como carro-chefe do Governo Silval.


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