Bem vindo ao Visão Notícias - 20 de Outubro de 2018 - 18:15
02/08/2018 - 08:58h
“Traçados viários devem levar em conta a diversidade de mobilidade”, indica arquiteto
As antigas e as novas cidades devem levar em conta pedestres, ciclistas e veículos automotores.
Foto por: Assessoria
Fonte: Assessoria / Obras & Artes

Imagine estar no centro de Sinop, cidade com 130 mil habitantes, aproximadamente 80 mil veículos. São 13h, a grande maioria das pessoas estão retornando do almoço para seus empregos, e quando você percebe está preso em uma ‘fila’ de carros na Avenida Júlio Campos. De repente, percebe um pedestre na calçada caminhando, normalmente, porém mais rápido do que você em seu veículo. ‘Estou de carro, creio que chegarei a meu trabalho antes dela’, isso é o que você pensa. Entretanto, nesse tal ponto a pessoa já está bem a frente e você ainda está lá, recluso no trânsito. 

‘Seria mais fácil se houvesse mais faixas de rolagem’, reflete o motorista. Ou então: ‘se eu tivesse estacionado aqui e fosse a pé, já estaria onde queria’. Ou melhor: ‘se eu tivesse vindo de carona, seria um carro a menos nesta loucura’. É mais ou menos assim que as pessoas, no seu cotidiano, pensam do trânsito das cidades, sejam elas de médio ou grande porte. 

Pensando nesse tipo de situação – parece hipotética, mas existe e é visível – que arquitetos, urbanistas, bem como o setor público, devem dialogar sobre de que forma as cidades são construídas. Elas realmente pensam no cidadão? “Nós temos subsídios de pesquisas, feitas dentro e fora do Brasil, no qual as cidades são observadas na escala humana, observando o ser humano neste processo de inserção das cidades”, explica o arquiteto Deraldo Campos, em entrevista concedida nesta terça-feira (31) na Rádio Mais AM de Sinop. 

Segundo ele, as cidades são compostas de diferentes paisagens, e conectá-las é um desafio. “Alguns questionamentos são pertinentes, principalmente ligados a como são feitos os traçados, sob que ótica estamos fazendo essas vias, se estamos respeitando as hierarquias do sistema viário, tanto para pedestres, como para ciclistas, motociclistas, motoristas de carros e transporte coletivo”, aponta Campos, ao citar a importância de o Plano Diretor ser elaborado sob a ótica humana. 

O arquiteto lembra que a ocupação de uma cidade é dinâmica e quase imprevisível. “É necessário aprimorar os projetos para oferecermos melhor qualidade de vida ao cidadão, e isso envolve infraestrutura, correta distribuição de água, coleta de esgoto, pensando na possibilidade de quantos habitantes essa cidade vai ter”, completa Deraldo Campos.


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