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GERAL

Aces sinop apresenta pesquisa para poder público e pede socorro para o setor de eventos

08 de Abril de 2021 ás 11h 11min, por DA ASSESSORIA

Hoje (8) pela manhã, o presidente, Cleyton Laurindo e o diretor, Gian Navarini, da Associação Comercial e Empresarial de Sinop (ACES), protocolaram na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Sinop (SEDEC), um ofício solicitando atenção do Poder Público com o setor de eventos, que vem sofrendo os impactos diretamente da pandemia pela Covid-19.

A entidade anexou ao ofício uma pesquisa feita junto aos empresários do setor que levanta as mazelas causadas pela pandemia, que desde março de 2020, afeta diretamente o segmento. Como consequência direta dos decretos governamentais pela imposição das regras de distanciamento, a maior parte dos eventos programados para 2020 e 2021, até o momento, foram suspensos, transferidos ou definitivamente cancelados. 

Segundo Laurindo, o levantamento estatístico demonstra a fragilidade da situação econômica do setor. “Esperamos dessa forma estar contribuindo para a busca de soluções que possam salvar empresas e empregos”.
A pesquisa também revelou que 56,3% das empresas do segmento esperam o retorno da normalidade nas atividades apenas para 2022, enquanto apenas 15,6% consideram possível a retomada dos eventos até o final de 2021 e outros 28,1% não conseguem avaliar o cenário. “Mas o dado mais alarmante da pesquisa é a revelação de que mais de 92,3% das empresas do setor demitiu durante a pandemia”, pontua.

O documento, entregue nas mãos do secretário de Desenvolvimento Econômico, Klayton Gonçalves, afirma que Sinop é um importante polo regional do turismo de eventos e recebe anualmente milhares de visitantes para um extenso calendário com eventos técnicos, científicos, culturais, religiosos, de consumo ou de entretenimento. 

Segundo o diretor ACES, Gian Navarini, o setor de eventos tem sido o mais afetado, já que suas atividades foram paralisadas, praticamente, por completo. “Uma das principais medidas de biossegurança no combate à pandemia é o distanciamento social, e isso impactou o setor de eventos de forma devastadora”, afirma Laurindo.

Como exemplo, exposto pela entidade no documento, está o impacto da pandemia na economia local com o cancelamento da Norte Show, um dos principais eventos do agronegócio do Centro Oeste. Na última edição realizada, em 2019, foram movimentados mais de R$ 1,73 bi em negócios.  A estimativa do organizadores é de que nas edições canceladas de 2020 e 2021, o prejuízo em negócios que deixaram de ser concretizados foi superior a R$ 4 bi. “Sem contar os 450 empregos indiretos gerados com a organização da feira e o enorme investimento realizado pelas 160 empresas expositoras com a montagem e funcionamento dos estandes, promoção, divulgação, hospedagem e alimentação”, aponta Navarini. 

O setor de eventos, considerando dados da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), que atribui ao segmento a responsabilidade por 4,32% do PIB nacional, estima-se que em Sinop o setor movimente anualmente em torno de R$ 285 milhões. “Precisamos encontrar soluções para amparar esses empresários que estão praticamente parados durante esses anos pandêmicos. Demitindo, sem fonte de renda e ainda as contas não param de chegar até eles. A ACES está, incansavelmente, tentando encontrar uma maneira de agir sobre isso, e sendo assim, pedimos, com esse oficio, que o Poder Público aja da melhor maneira para que isso não piore ainda mais.”, conclui.